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Páscoa: Ovo ou barra?

Ultimamente temos visto muita discussão sobre o preço dos ovos de Páscoa. E isso é bom. Significa que os consumidores estão refletindo sobre suas escolhas de compra. Me parece que isso está acontecendo por causa da crise (não me lembro de ter visto esse assunto tão em voga nos anos mais recentes). Está aí uma boa conseqüência da crise…

Penso que toda decisão de compra deve ser baseada em dois aspectos: Financeiro e não financeiro. A compra de chocolate na Páscoa não seria uma exceção. Vejamos: É uma “tradição” consumir ovo de chocolate na Páscoa. Não vou entrar no mérito de como se iniciou esse processo ou qual o seu significado. Essa é a sua decisão não financeira. Cabe a você decidir. Vou me ater ao aspecto financeiro.

A diferença de preço entre um ovo de Páscoa e uma barra, contendo o mesmo peso, é de 200% a 300%. Ou seja, enquanto uma barra custa de R$ 25,00 a R$ 30,00 por kg aproximadamente, um ovo custa de R$ 90,00 a R$ 100,00 por kg, aproximadamente (esses valores foram considerados produtos “comuns”. Marcas mais “nobres” podem dobrar de preço). Isso significa que pelo formato, os consumidores pagam de 3 a 4 vezes mais.

OBS: Quando fiz o cálculo por kg de chocolate lembrei de alguns produtos que possuem valores próximos: Picanha nobre importada, bacalhau, lagosta, pastrame, presunto pata negra (esse é um pouco mais caro), entre outros.

Agora cabe a você avaliar qual decisão (financeira ou não financeira) irá prevalecer. Caso a sua decisão seja pela melhor opção financeira, gostaria de sugerir algumas soluções:

  • Junte sua família e explique o motivo de tal decisão. Esclareça que não tem muito sentido pagar quatro vezes mais pelo mesmo produto só por causa de um formato diferente.
  • Decida junto com sua família “prorrogar” a Páscoa por uma semana. Assim, os preços poderão chegar facilmente até a 50% do preço original. Demonstre para eles essa diferença.

Sem querer tomar muito o seu tempo, gostaria que você refletisse sobre uma pergunta acerca da segunda opção: O que aconteceria se uma grande parte da população tomasse essa atitude?